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segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Royal Crown Revue no Sesc Pompéia

O evento "Jazz na Fábrica" no Sesc Pompéia, que divulga nomes do jazz brasileiro e traz atrações internacionais, nesta quinta traz a Royal Crown Revue.

O som neo-swing da banda californiana RCR é típico dos anos de 1940 e 50, a era mais dançante do jazz americano. O grupo de Los Angeles mescla o swing jazz das big bands (como de Glenn Miller), o 'be bop' e 'boogie-woogie', o jump blues, o west coast swing e o rockabilly dançante revigorado. No fim dos anos 90s e começo da década de 2000 liderou a cena de "retro-swing" nos EUA, Europa, Japão e Austrália, ao lado de grupos de revival como a Big Bad Voodoo Daddy, Squirrel Nut Zippers e a famosa Brian Setzer Orchestra. A música "Hey Pachuco!", tema do filme "Máskara", é um dos sucessos da banda R.C.Revue, além de 'zip gun bop', 'boogie after the midnight', 'stormy weather', 'the mooch', 'beware'. Também citados de "Kings of Gangster Bop", o grupo conta com vários metais, guitarra, baixo acústico, bateria e vocais, com repertório alegre e dançante que não deixa ninguém parado no lugar. Capacidade: 600 pessoas. Assentos disponíveis: 250. Abertura do espaço: 20h30. Choperia. Ingressos à venda pela rede IngressoSESC a partir das 14h do dia 31/08. A Choperia é classificada como casa noturna em função da venda de bebidas alcoólicas. 


Dias 27 e 28 de setembro às 21h30

Proibido para menores de 18 anos: venda de bebida alcoólica no local.


R$ 32,00[inteira]
R$ 16,00[usuário inscrito no SESC e dependentes, +60 anos, professores da rede pública de ensino e estudantes com comprovante]
R$ 8,00[trabalhador no comércio de bens, serviços e turismo matriculado no SESC e dependentes]

Veja um vídeo deles:


Mais info: Sesc

quarta-feira, 21 de março de 2012

Festival Fim do Mundo, Enfim


Há 30 anos, o fim do mundo teve começo. No centro do vortex luminoso – criado pela música disco – surgia uma mancha monocromática, escura e insatisfeita com toda a apatia social, cultural e musical. Naquele ano, não se via mais as calças “boca de sino” desfilando pelas ruas. Desta vez, as vestimentas eram surradas, com alfinetes perfurando o pano.

O topete tinha sido confiscado e em seu lugar, espetos coloridos, cabeças raspadas e jaquetas de couro. Do Largo São Bento, no centro de São Paulo, até o ABC, uma nova leva de jovens movidos pela contracultura lotou o Sesc Pompeia no maior festival punk do país. Em 1982, “O Começo do Fim do Mundo” e agora, em 2012, “O Fim do Mundo, Enfim”.
Nos dias  29, 30, 31 de março e 1º de abril, sempre às 21h30, o Sesc Pompeia sediará mais um apocalipse musical: o ”Fim do Mundo, Enfim”, que reúne 14 bandas de punk rock da velha e da nova escola. A entrada é até R$ 16.


“Na época, foi um dos maiores festivais punks do mundo”, lembra Clemente, vocalista da banda Inocentes, um dos grupos pioneiros, que tocou na primeira edição e volta a se apresentar neste mês. O evento permitiu que os punks paulistanos tocassem seu som para um grande público, que reunia desde adeptos à ideologia quanto os interessados em conhecer aquela cultura essencialmente urbana. Outro fato inédito ocorrido foi o encontro das tribos de São Paulo com as do ABC, até então rivais.
Escritor e dramaturgo brasileiro, Antônio Bivar, estava prestes a lançar seu livro “O que é Punk” e foi quem teve a ideia de organizar o festival no Sesc Pompeia, inaugurado no mesmo ano (1982). “[O festival] trouxe uma visibilidade gigantesca, não só no Brasil mas no mundo. Saiu na revista Veja, Folha de São Paulo, todos os veículos importante cobriram o evento, exceto a Globo que foi expulsa pelos punks”, ressalta Clemente.
No documentário “Botinada”, dirigido por Gastão Moreira, a aversão que os punks criaram pela Rede Globo de Televisão surgiu a partir de uma matéria feita para o programa Fantástico, onde uma repórter supostamente distorceu as respostas dos entrevistados e com isso acabou difamando o estilo musical e sua ideologia. A partir desse episódio, o punk no Brasil foi marginalizado.

Com a passagem do tempo, o contexto que envolvia o movimento punk brasileiro mudou e, com isso, muitos dos impasses combatidos pelos jovens deixaram de existir. “Acabou a ditadura, nosso inimigo mais tradicional [risos]. Bem hoje pode se falar em cena e não mais em movimento como antigamente, são vários grupos, bandas que às vezes divergem de algumas coisas, mas mantêm a cena forte e ativa”, enfatiza. Para esta nova edição, Clemente aposta no básico, porém essencial: ” Bons shows e rock feito com o honestidade, coisa rara nos dias de hoje”.
Confira a programação do “Fim do mundo, enfim”:

 Festival O Fim do Mundo, Enfim
Local: Sesc Pompéia: Rua Clélia, 93 Poméia São Paulo- SP
Programação:
Inocentes, Devotos e Os Excluídos
Dia 29/03 Quinta, às 21h30
Garotos Podres, Attaque 77 (ARG) e Flicts
Dia 30/03 Sexta, às 21h30 
Ratos de Porão, Invasores de Cérebros e Questions
Dia 31/03 Sábado, às 21h30
Cólera, Olho Seco, Agrotóxico, Restos de Nada, Condutores de Cadáver e Lixomania
Dia 01/04 Domingo, às 14h
Entrada: R$ 4,00 à R$ 16,00
Domingo: grátis

 Fonte: Catraca Livre